Em 27 de junho de 2022 por Comunicação / Prefeitura Municipal de Itaboraí

Parque Paleontológico recebe acadêmicos para pesquisas de campo

Parque Paleontológico em Itaboraí recebe acadêmicos para pesquisas de campoO Parque Natural Municipal Paleontológico de São José de Itaboraí, gerido pela Prefeitura de Itaboraí, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMAU), proporciona pesquisas de campo para acadêmicos de áreas como Arqueologia, Paleontologia, Geologia, Educação Ambiental e outros, nos variados níveis de escolaridade, como graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Acompanhados pelo gestor da Unidade de Conservação (UC), Luís Otávio Castro, que também é paleontólogo e doutorando em Geociências com ênfase em Paleontologia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelos guardas do Grupamento Especial de Proteção Ambiental (GEPAM), da Guarda Municipal, os acadêmicos participam de pesquisas de campo, que duram em média 2h30 e contribuem para a formação profissional.

“Além das outras finalidades, o parque funciona como uma ‘bacia escola’ e tem cumprido seu papel na formação de futuros profissionais, proporcionando a realização de aulas práticas das mais variadas áreas da Geociências, por meio das rochas e fósseis que lá se encontram preservadas. Nosso objetivo enquanto gestão da UC é torná-la referência também nesse sentido”, comentou o gestor do parque, Luís Otávio Castro.

Na visita os participantes passam por uma abordagem teórica, que retrata as áreas do saber ligadas ao parque. Na segunda etapa, ocorre a visita ao museu, onde é possível observar fósseis, rochas calcárias, ígneas e artefatos líticos. Além da réplica da preguiça-gigante que habitou Itaboraí aproximadamente 2 milhões de anos atrás.

A terceira etapa consiste na visita aos laboratórios para observar a microestrutura dos fósseis sob microscópio. E por último, os acadêmicos participam de uma trilha guiada até a Bacia de Itaboraí, onde atualmente tem um lago formado pelo processo de mineração das rochas calcárias, em que podem ser observadas rochas e fósseis em seu lugar original (in situ), datados de aproximadamente 58 milhões de anos.

O paleontólogo e professor da UFRJ, Ismar de Souza Carvalho, participou de uma das visitas com seus alunos do Programa de pós-graduação em Biologia Evolutiva e comentou sobre a experiência única.

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“Esta localidade é uma das mais importantes de nosso país e possibilita o entendimento dos eventos iniciais da diversificação dos mamíferos. Seus fósseis, únicos no mundo, relatam as grandes transformações biológicas pelas quais nosso planeta passou nos últimos 50 milhões de anos. Conhecer o Parque Paleontológico de Itaborai é viajar no tempo geológico e descobrir o passado da vida na terra”, disse Ismar.

O número máximo de acadêmicos por visita é de até 50 pessoas. Para agendar, basta enviar e-mail para visitas@ppsji.itaborai.rj.gov.br

O Parque Natural Municipal Paleontológico de São José de Itaboraí foi criado com o objetivo de salvaguardar uma bacia sedimentar de rochas calcárias de milhões de anos, rica em fósseis de vegetais, aves, anfíbios, répteis e mamíferos, um dos mais importantes jazigos de fósseis do Brasil. A unidade de conservação fica localizada na Rua José de Almeida, em São José.

 

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